A viagem Meca–Tâif
Com a intenção de voltar no mês de Dhul-Hijja do ano seguinte, despediram-se de nosso Profeta, depois de lhe pedirem licença para regressar à sua terra. Estes seis novos muçulmanos eram: Uqba ibn Âmir, As’ad ibn Zurâra, Awf ibn Hârith, Râfi ibn Mâlik, Qutba ibn Âmir e Jâbir ibn Abdullah (radiyallahu anhum).1
Quando os seis que se haviam tornado muçulmanos voltaram para o seu povo em Medina, começaram logo a falar do Islã e de nosso Profeta e a convidar o povo a entrar na religião do Islã. Fizeram-no com tal ardor que em Medina não ficou casa onde não se falasse de nosso Profeta e do Islã. Assim, o Islã difundiu-se na tribo de Khazraj, e também algumas pessoas da tribo de Aws se tornaram muçulmanas.
O convite ao povo de Tâif para a fé
Os politeístas, embora tivessem visto muitíssimos milagres de nosso amado Profeta, por obstinação não criam; mais ainda, não deixavam de atormentar e oprimir os filhos, os irmãos, os parentes e os amigos que se tinham tornado muçulmanos. Estas injustiças e torturas, que se agravavam cada vez mais, entristeceram muito nosso amado Profeta. Pensou em ir a Tâif, perto de Meca, para convidar o seu povo ao Islã. Por isso, levando consigo Zayd ibn Hâritha, foi a Tâif.
Encontrou-se com os filhos de Amr – Abdu Yâlîl, Habîb e Mas’ûd –, dos notáveis de Tâif. Explicou-lhes o Islã e pediu-lhes que cressem em Allahu ta’âlâ. Eles, longe de crer, insultaram-no e disseram ainda: “Allahu ta’âlâ não achou ninguém além de ti para enviar como profeta? Será Allahu ta’âlâ incapaz de enviar como profeta outro que não tu? Sai da nossa terra e vai para onde quiseres!… O teu povo não aceitou o que dizes, e por isso vieste aqui, não é? Juramos que também nós nos manteremos longe de ti. Não aceitaremos nenhum pedido teu.”
Nosso Mestre Rasûlullah (sallallahu alaihi wa sallam) deixou-os com tristeza. Durante dez dias, ou um mês, convidou ao Islã a tribo de Thaqîf, mas nenhum deles creu; mais ainda, zombaram dele, atormentaram-no e vaiaram-no. Puseram crianças e jovens enfileirados à beira do caminho por onde ele havia de passar, mandaram que o apedrejassem e lançaram-nos contra ele. Contra as pedras que os jovens de Tâif atiravam, Zayd fazia do próprio corpo um escudo e procurava impedir que algum mal atingisse nosso Profeta. Zayd andava em volta de nosso amado Profeta, debatendo-se para que as pedras não o atingissem. Para que nenhum mal chegasse ao seu corpo abençoado, não fazia caso das pedras que o atingiam a ele. Não esperava ele havia muito a ocasião de dar a vida nestes dias? Pois agora apedrejavam o Mestre dos mundos e, atormentando-o e torturando-o, procuravam expulsá-lo da sua terra.
Quanto mais Zayd corria para a direita e para a esquerda a fim de proteger nosso Mestre, o Profeta, tanto mais as pedras lhe atingiam, uma após outra, a cabeça, o corpo e os pés. Por isso Zayd ficou todo coberto de sangue. Dava tudo o que tinha para proteger o seu amado Profeta e gritava com quanta voz tinha aos opressores que atiravam pedras: “Parai!… Não batais! Ele é o Mestre dos mundos! Ele é Rasûlullah! Fazei o meu corpo em pedaços, mas que nenhum mal atinja o nosso Profeta!” As pedras que passavam por Zayd ibn Hâritha e chegavam a nosso Mestre Rasûlullah tinham deixado os seus abençoados pés banhados em sangue.
Nosso amado Profeta, triste, cansado e ferido, aproximou-se da vinha de dois irmãos chamados Utba e Shayba. Ali, nosso Mestre Rasûlullah, por quem todos os crentes desejam dar a vida, limpou o sangue que lhe escorria dos abençoados pés.
Fez a ablução e, debaixo de uma árvore, fez um namâz de duas rak’as. Depois levantou as abençoadas mãos e começou a suplicar ao seu Senhor.
Os donos da vinha observavam-no. Tinham visto o que acontecera a nosso Mestre Rasûlullah e eram testemunhas do seu desamparo. Comoveram-se de compaixão. Mandaram-lhe uvas por um escravo seu chamado Addâs. Ao começar a comer as uvas, nosso amado Profeta pronunciou a basmala. O escravo que trouxera as uvas era cristão. Ao ouvir a basmala, admirou-se e perguntou: “Há anos que estou aqui e nunca ouvi tais palavras de ninguém. Que palavras são estas?”
Rasûlullah perguntou: “De onde és tu?” Addâs respondeu: “Sou de Nínive.” Rasûlullah disse: “És, então, da terra de Yûnus (alaihis-salâm).” Addâs perguntou: “Como conheces Yûnus? Aqui ninguém o conhece.” Rasûlullah disse: “Ele é meu irmão. Também ele era profeta, como eu.”
Addâs disse: “O dono deste belo rosto e destas doces palavras não pode ser mentiroso. Creio que és o Rasûl de Allah.” Tornou-se muçulmano e disse: “Yâ Rasûlallah! Há anos que sirvo como escravo estes opressores, estes mentirosos. Comem o direito de todos. Enganam a todos. Não têm nada de bom. Para juntar bens deste mundo e satisfazer os seus desejos, sujeitam-se a toda baixeza. Detesto-os. Quero ir contigo, ser honrado com o teu serviço, ser alvo das ofensas que os ignorantes e os tolos te hão de fazer e dar a vida para proteger o teu corpo abençoado.”2
Nosso Mestre Rasûlullah, sorrindo, disse: “Fica por agora junto dos teus amos! Dentro de pouco tempo ouvirás o meu nome em toda parte. Então vem ao meu encontro.”
“Parai!… Não batais! Ele é o Mestre dos mundos! Ele é Rasûlullah! Fazei o meu corpo em pedaços, mas que nenhum mal atinja o nosso Profeta!” Zayd ibn Hâritha (radiyallahu anh)
Depois de descansarem um pouco, puseram-se a caminho de Meca. Quando faltavam duas jornadas para Meca, ele viu que uma nuvem lhes fazia sombra. Olhando com atenção, compreendeu que era Jibrîl alaihis-salâm. Este acontecimento, nosso amado Profeta contou-o mais tarde à nossa mãe Âisha as-Siddîqa.
No “Sahîh-i Bukhârî” e no “Musnad” de Ahmad ibn Hanbal se informa que, um dia, nossa mãe Âisha perguntou: “Yâ Rasûlallah! Passaste por algum dia mais doloroso do que o dia de Uhud?” Nosso Mestre Rasûlullah respondeu assim: “Por Allah, sofri do teu povo tais tormentos como não sofri nem dos kâfirs que estavam na Batalha de Uhud. Quando me apresentei a Ibn Abdu Yâlîl ibn Abdu Kulâl (isto é, quando lhe anunciei a minha profecia e o convidei à religião), ele não aceitou. Deixei-os com uma dor tão grande que só voltei a mim ao chegar ao lugar chamado Qarn ath-Tha’âlib. Ali levantei a cabeça. Vi que uma nuvem projetava sobre mim a sua sombra. Olhei, e Jibrîl (alaihis-salâm) estava dentro da nuvem. Chamou-me e disse: ‘Ó Muhammad! Haqq ta’âlâ ouviu o que o teu povo disse de ti. E soube também que não te quiseram proteger. Enviou-te este anjo, encarregado das montanhas, para que lhe ordenes o que quiseres.’ Também aquele anjo me chamou e, depois de me saudar, disse: ’Ó Muhammad! Como disse Jibrîl, Haqq ta’âlâ enviou-me a ti, a mim, o anjo das montanhas, para que me ordenes o que quiseres. Estou às tuas ordens. Se queres que estas duas montanhas escarpadas (o monte Qu’ayqi’ân e o monte Abû Qubays) se juntem uma à outra desabando sobre os habitantes de Meca (e esmagando por completo os politeístas), ordena e eu as juntarei.’ Não consenti e disse: ’(Não! Fui enviado como misericórdia para os mundos.) Faço dua para que Allahu ta’âlâ faça sair da descendência destes politeístas uma geração que adore somente a Janâb-i Haqq e não associe coisa alguma a Allahu ta’âlâ.’”
Ao voltar de Tâif para Meca, nosso Mestre, o Profeta, descansou um pouco no lugar chamado Nakhla. A certa altura, pôs-se a fazer o namâz. Um grupo dos jinns de Nusaybin, passando por ali, ouviu os versículos do Alcorão al-Karîm que nosso amado Profeta recitava e parou para escutar. Depois falaram com nosso Mestre, o Profeta, e tornaram-se muçulmanos. Nosso Mestre, o Profeta, disse-lhes: “Quando chegardes ao vosso povo, transmiti-lhe também o meu convite à fé. Convidai-os também à fé.”
Quando aqueles jinns foram ao seu povo e o informaram disto, todos os jinns que ouviram creram.3 Isto é relatado no Alcorão al-Karîm, na Sura al-Jinn, e nos célebres livros de hadîth sharîf chamados “Bukhârî” e “Muslim”.
Quando se aproximava de Meca, os crentes mandaram dizer a nosso Mestre Rasûlullah: “Os coraixitas souberam dos maus-tratos que te infligiram os vis de Tâif. Se entrares agora, poderão aumentar a sua opressão.” Ao chegar a Hirâ, nosso Mestre, o Profeta, enviou alguém a Suhayl ibn Amr pedindo-lhe que o tomasse sob a sua proteção. Como aquele desventurado não aceitou, mandou recado a Mut’im ibn Adiyy. Este aceitou o pedido. Habîb-i akram e Nabiyy-i muhtaram entrou em Meca sob a proteção de Mut’im ibn Adiyy. Mut’im comunicou isto aos coraixitas. Rasûlullah fez o tawâf do Bayt ash-Sharîf e beijou o Hajar al-Aswad. Alguns dias depois, disse a Mut’im: “Não ficarei mais sob a tua proteção.” Mut’im também aceitou isto. Janâb-i Haqq guardou o Seu Habîb sob a Sua própria proteção.
Dizei “Lâ ilâha illallah” e salvai-vos
O Rasûl alaihis-salâm continuou a convidar as pessoas ao caminho verdadeiro. Diante disto, os politeístas, de novo desenfreados, começaram a cometer torturas e injustiças ainda maiores do que antes. Então Janâb-i Haqq ordenou a nosso Mestre, o Profeta, que, na época da visita à Ka’ba, se encontrasse com as tribos árabes que vinham em visita e as convidasse ao Islã. Depois desta ordem, nosso amado Profeta começou a ir às feiras de Dhul-Majâz, Ukâz e Majanna, que se realizavam nos arredores de Meca.
Ia lá com frequência e convidava as tribos à unicidade de Allahu ta’âlâ e a adorá-Lo, e pedia-lhes que aceitassem que ele era profeta. Anunciava-lhes que, se aceitassem, Janâb-i Haqq lhes daria o Paraíso. A estes convites, que nosso Mestre, o Profeta, fazia quase implorando, infelizmente nenhum deles dava ouvidos; uns portavam-se com grosseria e insultavam-no, outros franziam a testa e diziam palavras ofensivas. E os politeístas coraixitas seguiam-no e corrompiam as tribos a que ele ia.
Segundo o que informaram o imam Ahmad, Bayhaqî, Tabarânî e Ibn Ishâq, Rabî’a ibn Abbâd contou: “Eu era jovem. Tinha ido a Minâ com meu pai. O Rasûl alaihis-salâm ia aos lugares onde as tribos árabes acampavam e dizia: ‘Ó filhos de fulano! Sou o rasûl de Allahu ta’âlâ, que vos ordena que lanceis fora estes ídolos que adorais e que adoreis a Allahu ta’âlâ sem Lhe associar coisa alguma, que creiais em mim e me deis crédito, e que me protejais até que eu explique e cumpra o dever com que fui enviado por Haqq ta’âlâ!…’
Atrás dele andava um homem vesgo, de cabelo trançado, que dizia: ‘Ó filhos de fulano! Este homem proíbe-vos de adorar os nossos ídolos Lât e Uzzâ e convida-vos a uma religião que ele mesmo inventou!… Guardai-vos! Não o escuteis nem lhe obedeçais!…’ Perguntei a meu pai: ‘Quem é esse que o segue?’ Ele respondeu: ‘É seu tio Abû Lahab.’”
Tabarânî relatou de Târiq ibn Abdullah: “Vi o Rasûl alaihis-salâm na feira de Dhul-Majâz. Para que as pessoas o ouvissem, chamava em voz alta: ’Ó homens! Dizei “Lâ ilâha illallah” (não há deus senão Allahu ta’âlâ) e salvai-vos!’ Um homem que o seguia atirava-lhe aos pés as pedras que lhe vinham à mão e dizia: ‘Ó gente! Não acrediteis!… Guardai-vos dele! Pois é um mentiroso!…’ Embora as pedras que o atingiam lhe fizessem sangrar os abençoados pés, ele continuava a chamar sem desanimar nem se cansar. Perguntaram: ‘Quem é este jovem?’ Alguém respondeu: ‘É um jovem dos filhos de Abdulmuttalib.’ Quando perguntaram: ‘E quem é o que atira as pedras?’, disse: ‘É seu tio Abû Lahab.’”
O imam Bukhârî, no seu livro “Târîkh al-Kabîr”, e Tabarânî, no seu livro “Mu’jam al-Kabîr”, relatam: Mudrik ibn Munîb relatou de seu pai, e este de seu avô, que disse: “Tínhamos ido com meu pai a Minâ e lá acampado. Deparamos com um grupo de pessoas. Um homem dizia-lhes: ‘Ó homens! Dizei Lâ ilâha illallah e salvai-vos!’ Das pessoas que o rodeavam, umas cuspiam-lhe naquele belo rosto, outras lançavam-lhe terra sobre a cabeça, outras injuriavam-no e insultavam-no de várias maneiras. Isto durou até o meio-dia. Então veio ali uma menina com um vaso de água na mão. Ao vê-lo naquele estado, começou a chorar. Aquele homem, depois de beber a água, voltou-se para a menina e disse: ‘Minha filha! Não temas que teu pai seja apanhado numa cilada e morto, nem que seja humilhado!’ Depois perguntamos aos que ali estavam: ‘Quem é este homem e quem é esta menina?’ Responderam: ‘Este é Muhammad, dos filhos de Abdulmuttalib, e a que está ao seu lado é a sua filha Zaynab.’”
“Ele (Yûnus alaihis-salâm) é meu irmão. Também ele era profeta, como eu” Hadîth sharîf
Sa’îd ibn Yahyâ ibn Sa’îd Umawî, no seu livro “Maghâzî”, relatou de seu pai; este relatou de Abû Nu’aym e de Abdurrahmân Âmirî, e Abdurrahmân Âmirî de muitas pessoas. Disseram: Um dia, nosso amado Profeta (sallallahu alaihi wa sallam) foi à feira de Ukâz. Chegou junto da tribo de Banû Âmir e perguntou-lhes: “Ó Banû Âmir! Como protegeis os que se refugiam junto de vós?” Responderam: “Ninguém pode dirigir-nos uma palavra ofensiva, ninguém pode aquecer-se ao nosso fogo sem a nossa licença!…” Nosso Mestre, o Profeta, disse: “Eu sou o rasûl de Allahu ta’âlâ. Se eu vier para junto de vós, vós me protegereis até que eu comunique aos homens o dever da profecia que o meu Senhor me deu?” Perguntaram: “De que gente de Quraysh és tu?” Quando nosso Mestre disse: “Dos filhos de Abdulmuttalib”, disseram: “Se és dos filhos de Abdulmuttalib, por que não te protegem eles?” Nosso Mestre Rasûlullah disse: “Foram eles os primeiros a desmentir-me.” O grupo de Banû Âmir disse: “Ó Muhammad! Nem te rejeitamos, nem cremos no que trouxeste. Mas nós te protegeremos até que comuniques aos homens o dever da tua profecia.”
Então nosso Mestre, o Profeta, sentou-se junto deles. Nisto, Bayhara ibn Fâris, um dos notáveis de Banû Âmir, depois de terminar as suas compras na feira, veio até eles e, apontando para nosso Mestre, o Profeta, perguntou: “Quem é este?” Responderam: “É Muhammad ibn Abdullah.” Quando Bayhara disse: “Que tendes vós com ele, para o fazerdes sentar junto de vós?”, responderam: “Refugiou-se junto de nós; diz que é o rasûl de Allah e pede-nos que o protejamos até que comunique aos homens o dever da profecia.” Então Bayhara voltou-se para nosso Mestre, o Profeta, e disse: “Pormo-nos a proteger-te é fazer do nosso peito alvo das flechas de todos os árabes.” E disse ao seu povo: “Não há tribo que volte à sua terra com coisa pior do que vós. Então ides combater contra todos os árabes e fazer dos vossos corpos alvo das suas flechas, não é!… Se o seu povo visse nele algum bem, seriam os primeiros a protegê-lo. Vós pondes-vos a abrigar e a ajudar alguém que o seu próprio povo desmentiu e afastou de junto de si!… Pensais muito mal!…”
Depois, aquele desgraçado voltou-se para nosso amado Profeta e disse: “Sai imediatamente do meio de nós e volta para o teu povo!… Juro que, se não estivesses no meio do meu povo, agora mesmo te cortaria o pescoço!…” Depois destas palavras, o Mestre dos mundos, com grande tristeza, montou no seu camelo. Aquele arrogante Bayhara derrubou nosso Mestre Rasûlullah do camelo. Uma mulher dos Companheiros chamada Dabâ’a bint Âmir, que presenciou a cena, gritou e chamou os seus parentes: “Como consentis que se faça isto ao Habîb de Allahu ta’âlâ? Não haverá ninguém que, por consideração a mim, livre Rasûlullah das mãos destes?” Três dos seus primos lançaram-se logo contra o desventurado Bayhara. Duas pessoas do povo de Bayhara quiseram ajudá-lo, mas aqueles espancaram duramente Bayhara e os seus ajudantes. Nosso amado Profeta, que observava esta cena, fez dua pelos três que tinham lutado por ele: “Ó meu Senhor! Concede a estes a Tua bênção!”, e por Bayhara e os seus ajudantes: “Ó meu Senhor! Afasta estes da Tua misericórdia!”
Aqueles por quem fez dua de bem foram honrados com o Islã, e os outros entregaram a alma como kâfirs. Os membros da tribo de Banû Âmir, ao voltarem à sua terra, contaram o que lhes sucedera em Meca a um ancião da tribo que tinha lido os livros celestes. Esse homem, ao ouvir o nome de nosso Profeta, censurou-os dizendo: “Ó Banû Âmir! Que fizestes? Nenhum dos filhos de Ismâ’îl pretendeu até hoje falsamente a profecia. Sem dúvida, o que ele dizia era verdadeiro e justo. Esta ocasião perdida dificilmente se poderá reparar!…”
Enquanto conversava com Jibrîl,
Chegou-lhe o Rafraf e saudou-o.
Tomou então o rei do mundo
E logo o levou à Sidra.
“Ó homens! Dizei Lâ ilâha illallah e salvai-vos!” Hadîth sharîf
Isrâ e Mi’râj
