Meu Amado Profeta

O SULTÃO DO UNIVERSO, NOSSO MESTRE, O PROFETA

Muhammad alaihis-salâm é o habîb (amado) de Allahu ta’âlâ; é, em todos os aspectos, o mais excelso, o mais belo e o mais honrado de todos os seres humanos criados e das demais criaturas. É o último e o mais excelso Profeta, louvado por Allahu ta’âlâ, escolhido e enviado por Ele como profeta a todos os homens e aos jinns.

Foi enviado como misericórdia para os mundos, e tudo foi criado em honra dele. Seu nome abençoado é Muhammad, que significa “louvado repetidas vezes, muitíssimo exaltado”. Tem também outros nomes abençoados, como Ahmad, Mahmûd, Mustafâ. O nome de seu pai era Abdullah. Nosso Profeta nasceu 53 (51 pelo calendário solar) anos antes da Hégira, no dia doze do mês de Rabî’ al-Awwal, na noite que antecede a segunda-feira, pouco antes do amanhecer, em Makka al-Mukarrama. Os historiadores informam que esse dia corresponde a vinte de abril do ano 571 d.C.

Alguns meses antes de ele nascer, faleceu seu pai, Abdullah; quando tinha seis anos, faleceu sua mãe, Âmina. Por isso nosso Mestre, o Profeta, recebeu também o epíteto de “Durr-i Yatîm” (a pérola única, grande e mais preciosa que existe no nácar do universo). Até os oito anos viveu junto de seu avô Abdulmuttalib e, após a morte deste, junto de seu tio Abû Tâlib. Aos vinte e cinco anos casou-se com nossa mãe Khadîjat al-Kubrâ. O primeiro filho que teve com essa esposa chamava-se Qâsim. Entre os árabes era costume chamar o homem pelo nome do primeiro filho, dando-lhe uma kunya. Por isso chamaram nosso Profeta de “Abul-Qâsim”, isto é, “pai de Qâsim”.

Aos quarenta anos, Allahu ta’âlâ comunicou-lhe que ele era profeta para todos os homens e para os jinns. Três anos depois, começou a convidar a todos para a fé. Aos cinquenta e dois anos deu-se o Mi’râj.1 No ano 622 d.C., aos 53 (51 pelo calendário solar) anos, emigrou de Meca para Medina. Travou vinte e sete batalhas: em nove delas atacou como simples soldado; nas demais ocupou o posto de comandante-chefe. Faleceu no ano 11 da Hégira (632 d.C.), no dia doze do mês de Rabî’ al-Awwal, numa segunda-feira, antes do meio-dia, aos 63 (61 pelo calendário solar) anos, em Madîna al-Munawwara.

Embora Allahu ta’âlâ se dirigisse a todos os Seus profetas pelo nome, a ele distinguiu com o tratamento de “Meu Habîb” (Meu Amado). Janâb-i Haqq disse em um versículo sagrado, em sentido2: “Não te enviamos senão como misericórdia para os mundos”3, e em um hadîth qudsî: “Se não fosse por ti, se não fosse por ti, Eu não teria criado as criaturas!”4 Como disse Sayyid Abdulhakîm Arwâsî: “Todo profeta, em seu tempo e em seu lugar, é superior, em todos os aspectos, a todo o seu povo. Nosso Profeta Muhammad alaihis-salâm, porém, desde o dia em que o mundo foi criado até o Dia do Juízo, em todos os tempos e em todas as terras, é o mais virtuoso, o mais excelso, em todos os aspectos, de todas as criaturas que vieram e que hão de vir. Ninguém, em aspecto algum, está acima dele. Janâb-i Haqq criou-o assim.”

A criação de seu nûr abençoado

Antes de tudo, isto é, antes de criar qualquer coisa, Allahu ta’âlâ criou o nûr abençoado de nosso amado Profeta, Muhammad alaihis-salâm. A maioria de nossos sábios de tafsîr e de hadîth declarou: “Janâb-i Haqq criou de Seu próprio nûr uma essência (jawhar) sutil e grandiosa, e dessa essência fez surgir, na devida ordem, todo o universo. A essa essência chama-se ‘Nûr-i Muhammadî’. O princípio e a origem de todas as almas e de todos os corpos é essa essência.”

“Se não fosse por ti, se não fosse por ti, Eu não teria criado as criaturas!” Hadîth qudsî

Um dia, Jâbir ibn Abdullah, um dos Companheiros, perguntou: “Yâ Rasûlallah! O que Allahu ta’âlâ criou antes de tudo?” Rasûlullah respondeu: “Antes de tudo, Ele criou de Seu próprio nûr o nûr do teu Profeta, isto é, o meu nûr. Naquele tempo não havia Lawh, nem Qalam, nem Paraíso, nem Inferno, nem anjo, nem céus (samâwât), nem terra (ard), nem sol, nem lua, nem homens, nem jinns.”

Quando o coração e o corpo abençoado de Âdam alaihis-salâm foram criados, o Nûr-i Muhammadî foi colocado entre as suas duas sobrancelhas. Quando lhe foi dada a alma, Âdam alaihis-salâm percebeu que havia em sua testa um nûr que brilhava como a estrela Vênus.

Quando Âdam alaihis-salâm foi criado, compreendeu por inspiração que Janâb-i Haqq se dirigia a ele como Abû Muhammad, isto é, pai de Muhammad. Quando Âdam perguntou: “Ó meu Senhor! Por que me deste a kunya Abû Muhammad?”, Allahu ta’âlâ lhe disse: “Ó Âdam! Levanta a cabeça!” Âdam alaihis-salâm levantou a cabeça e olhou: viu no Arsh-i a’lâ5, escrito com nûr, o nome de nosso amado Profeta (sallallahu alaihi wa sallam) – o nome Ahmad. Perguntou então: “Ó meu Senhor! Quem é este?” Allahu ta’âlâ disse: “Este é um profeta da tua descendência. O seu nome nos céus é Ahmad, e na terra, Muhammad. Se não fosse por ele, Eu não te teria criado. Não teria criado nem a terra nem os céus.”6

Seu nûr passa de testas puras a testas puras

Quando Âdam alaihis-salâm foi criado, o nûr abençoado de nosso amado Profeta, Muhammad alaihis-salâm, foi colocado em sua testa. Esse nûr começou a brilhar ali. Como se informa no livro “Tafsîr-i Mazharî”, ele passou, a partir de Âdam alaihis-salâm, por pais puros e mães puras, até chegar a nosso Mestre, o Profeta. Allahu ta’âlâ declarou isto em um versículo sagrado7, em sentido:

“Tu, isto é, o teu nûr, sempre transferido dos que se prostram aos que se prostram, chegou até ti.”8

Em um hadîth sharîf foi dito: “Allahu ta’âlâ criou os homens. Fez-me surgir da melhor parte dos homens. Depois escolheu a melhor dessas partes (na Arábia). Fez-me surgir dela. Depois escolheu a melhor das casas, das famílias, e dela me trouxe ao mundo. Portanto, a minha alma e o meu corpo são as melhores das criaturas. A minha linhagem, os meus antepassados, são os melhores dos homens.”

Em outro hadîth sharîf foi dito: “Allahu ta’âlâ criou todas as coisas do nada. Dentre todas as coisas, amou os homens e deu-lhes valor; dentre os homens, estabeleceu na Arábia os que escolheu. Dentre os escolhidos da Arábia, escolheu-me. Colocou-me entre os escolhidos, os melhores homens de cada época. Portanto, quem na Arábia ama os que estão ligados a mim, ama-os por minha causa. Quem lhes faz inimizade, faz inimizade a mim.”

Quando Haqq ta’âlâ criou Âdam,
Com Âdam adornou este mundo.
Fez os anjos prostrarem-se diante de Âdam,
E o Senhor generoso muitas graças lhe deu.
Pôs em sua testa o nûr de Mustafâ,
E disse: “Sabe, este é o nûr de Meu Habîb”.
Esse nûr pousou em sua testa,
E nele ficou por longo tempo.
Depois, sabe, passou à testa de Hawwâ,
E ali ficou também por muitos meses e anos.
Nasceu Shîth – a ele passou o nûr,
Em sua testa o nûr resplandeceu.
Chegou a Ibrâhîm e também a Ismâ’îl,
Se contasse o resto, longo seria o relato.
Assim, como elos de uma corrente, sem se romper,
Foi passando, até chegar a Mustafâ.
Quando veio aquele que é misericórdia para os mundos,
O nûr chegou a ele e nele pousou.
Se quereis salvar-vos do fogo,
Com amor, com ardor, recitai a salât!

“Tu, isto é, o teu nûr, sempre transferido dos que se prostram aos que se prostram, chegou até ti” Shu’arâ: 219

Porque Âdam alaihis-salâm, o primeiro homem criado, trazia em si a partícula de Muhammad alaihis-salâm, o nûr do Profeta brilhava em sua testa. Essa partícula passou a Hawwâ, dela a Shîth alaihis-salâm, e assim foi passando de homens puros a mulheres puras e de mulheres puras a homens puros. O nûr de Muhammad alaihis-salâm passou também, junto com a partícula, de testas puras a testas puras. Sempre que os anjos olhavam para o rosto de Âdam alaihis-salâm, viam em sua testa o nûr de Muhammad alaihis-salâm e pediam perdão (faziam istighfâr) por ele.

Quando estava para falecer, Âdam alaihis-salâm disse a seu filho Shîth alaihis-salâm: “Meu filho! Este nûr que brilha em tua testa é o nûr do último Profeta, Muhammad alaihis-salâm. Entrega-o a esposas crentes, castas e puras, e faze a teu filho a mesma recomendação!”

Até chegar a Muhammad alaihis-salâm, todos os pais fizeram a seus filhos essa recomendação. Todos eles a cumpriram e casaram-se com as moças mais ilustres e mais bem-educadas. O nûr, passando pelas testas puras de homens e mulheres, chegou ao seu verdadeiro dono. Quando um dos antepassados de nosso Mestre Rasûlullah tinha dois filhos, ou quando uma tribo se dividia em dois ramos, o nûr de nosso Profeta Muhammad alaihis-salâm encontrava-se sempre no ramo mais honrado e mais excelente. Em cada século, aquele que era seu antepassado reconhecia-se pelo nûr em seu rosto. Havia uma estirpe escolhida que trazia o seu nûr; em cada século, o rosto do homem dessa estirpe era belíssimo e muito luminoso. Por esse nûr ele se distinguia entre os irmãos, e a tribo a que pertencia era mais excelsa e mais honrada que as outras tribos.9

Nosso Mestre, o Profeta, disse em um hadîth sharîf: “Nenhum de meus antepassados cometeu adultério. Allahu ta’âlâ trouxe-me ao mundo de pais puros e bons e de mães puras. Se um de meus antepassados tinha dois filhos, eu estava no melhor e mais excelente deles.” Esse nûr, que desde Âdam alaihis-salâm vinha passando de geração em geração, chegou a Târûh, dele a seu filho Ibrâhîm alaihis-salâm, e depois a seu filho Ismâ’îl alaihis-salâm. O nûr, que também em sua testa brilhava como o sol, passou de sua descendência a Adnân, dele a Ma’add, e dele a Nizâr. Quando Nizâr nasceu, seu pai Ma’add, ao ver o nûr na testa do filho, alegrou-se; ofereceu um grande banquete e disse: “Para um filho assim, este banquete é pouca coisa” – e por isso o nome do filho ficou sendo Nizâr, isto é, “pouca coisa”. Depois disso, o nûr foi passando, elo após elo, até chegar ao seu verdadeiro dono, o Selo dos Profetas (Khâtam al-Anbiyâ), nosso amado Profeta, Muhammad alaihis-salâm.

Nosso Mestre, o Profeta, disse em um hadîth sharîf: “Eu sou Muhammad, filho de Abdullah, de Abdulmuttalib, de Hâshim (Amr), de Abdu Manâf (Mughîra), de Qusayy (Zayd), de Kilâb, de Murra, de Ka’b, de Luayy, de Ghâlib, de Fihr, de Mâlik, de Nadr, de Kinâna, de Khuzayma, de Mudrika (Âmir), de Ilyâs, de Mudar, de Nizâr, de Ma’add, de Adnân. Sempre que a comunidade a que pertenço se dividiu em duas, Allahu ta’âlâ, sem dúvida, colocou-me no melhor dos dois lados…”10

Em outro hadîth sharîf ele disse: “Allahu ta’âlâ escolheu Ismâ’îl dentre os filhos de Ibrâhîm. Dentre os filhos de Ismâ’îl, escolheu os filhos de Kinâna. Dentre os filhos de Kinâna, escolheu Quraysh. De Quraysh, escolheu os filhos de Hâshim. Dentre os filhos de Hâshim, escolheu os filhos de Abdulmuttalib. E dentre os filhos de Abdulmuttalib, escolheu-me.”11

A honrada linhagem de nosso Mestre, o Profeta, até Adnân é a seguinte:

Muhammad alaihis-salâm Abdullah Abdulmuttalib (Shayba) Hâshim (Amr) Abdu Manâf (Mughîra) Qusayy (Zayd) Kilâb Murra Ka’b Luayy Ghâlib Fihr Mâlik Nadr Kinâna Khuzayma Mudrika (Âmir) Ilyâs Mudar Nizâr Ma’add Adnân

Seu avô, Abdulmuttalib

Nosso Mestre, o Profeta (sallallahu alaihi wa sallam), é do ramo dos filhos de Hâshim, da tribo de Quraysh. Seu pai é Abdullah. O pai de Abdullah era Shayba. Shayba, o avô de nosso Profeta, nasceu em Medina. Quando seu pai Hâshim faleceu, Shayba ainda era criança. Um dia, em Medina, diante da casa de seus tios maternos, ele treinava o tiro com arco junto com os amigos. Os adultos que os observavam perceberam, pelo nûr que brilhava na testa de Shayba, que ele era filho de alguém honrado, e ficaram admirados.

Quando chegou a vez de Shayba atirar, ele retesou o arco e lançou a flecha contra o alvo. Quando a flecha acertou em cheio, exclamou, exaltado: “Eu sou filho de Hâshim. É claro que a minha flecha acerta o alvo!” Por essas palavras, compreenderam que ele era filho de Hâshim, o de Meca. Hâshim já não vivia então.

Um dos filhos de Abdu Manâf, ao voltar a Meca, disse a Muttalib, irmão de Hâshim: “Teu sobrinho Shayba, que vive em Medina, é um menino muito inteligente. Em sua testa brilha um nûr que deixa todos admirados. Está certo que uma criança tão preciosa viva longe de ti?” Então Muttalib partiu imediatamente para Medina e trouxe para Meca o sobrinho Shayba. Nas ruas de Meca, aos que perguntavam “Quem é este menino?” ele respondia: “Este é meu escravo.” Depois disso, o nome de Shayba ficou sendo Abdulmuttalib, que significa “escravo de Muttalib”.12

“Meu filho! Este nûr que brilha em tua testa é o nûr do último Profeta, Muhammad alaihis-salâm. Entrega-o a esposas crentes, castas e puras, e faze a teu filho a mesma recomendação!” Âdam alaihis-salâm

Abdulmuttalib viveu junto de seu tio Muttalib até que este faleceu. Do corpo abençoado de Abdulmuttalib exalava um perfume de almíscar. Em sua testa brilhava o nûr de Muhammad alaihis-salâm, o habîb de Allahu ta’âlâ, e espalhava bens e bênçãos ao seu redor. Sempre que em Meca não chovia e havia seca, os habitantes de Meca tomavam Abdulmuttalib pela mão, levavam-no ao monte Thabîr e imploravam-lhe que fizesse dua. Ele não desapontava ninguém e fazia dua a Allahu ta’âlâ pedindo-Lhe que concedesse chuva. E Janâb-i Haqq, pela bênção do nûr de nosso amado Profeta, que brilhava na testa de Abdulmuttalib, aceitava a sua dua e enviava chuva abundante. Assim, o valor e o prestígio de Abdulmuttalib cresciam dia a dia. Os habitantes de Meca escolheram-no como seu chefe. Ninguém se lhe opunha, e quem se punha sob sua autoridade encontrava paz e tranquilidade. Até os soberanos daquela época reconheciam a virtude e a grandeza de Abdulmuttalib. Somente o Cosroes, rei da Pérsia, o invejava e nutria por ele inimizade, aberta e oculta. Abdulmuttalib era hanîf, isto é, muçulmano.13 Estava no caminho do tawhîd, cria na existência e na unicidade de Allah, não tinha outro pensamento senão Ele, e seguia a religião de Ibrâhîm alaihis-salâm, seu antepassado, que era hanîf. Por isso, jamais adorou os ídolos, nem sequer se aproximou deles.

Ao redor da Ka’ba, fazia dua a Allahu ta’âlâ e praticava a sua adoração.

Zamzam

Um dia, em sonho, alguém lhe disse: “Ó Abdulmuttalib! Levanta-te e cava Tayyiba!” – e desapareceu. No dia seguinte, disse-lhe: “Levanta-te, cava Barra!” No terceiro dia, a mesma pessoa ordenou: “Levanta-te, cava Madnûna!” Os sonhos não cessavam. No quarto dia, a mesma pessoa disse de novo: “Ó Abdulmuttalib! Levanta-te, cava o poço de Zamzam!”, e Abdulmuttalib perguntou: “O que é Zamzam? Onde fica o poço?” A pessoa respondeu: “Zamzam é uma água que nunca diminui e cujo fundo não se alcança. Basta para todos os peregrinos que vêm dos quatro cantos do mundo. Brotou do lugar em que Jibrîl alaihis-salâm bateu com a asa. É a água que Allahu ta’âlâ criou para Ismâ’îl alaihis-salâm. Sacia os sedentos. Alimenta os famintos e é cura para os doentes. Vou indicar-te o lugar. Quando sacrificam animais, despejam os restos em certo lugar. Quando estiveres ali, virá um corvo de bico vermelho.

Ele cavará a terra com o bico. No lugar em que o corvo cavar, verás também um formigueiro. Exatamente ali é o lugar de Zamzam.”14

Pela manhã, Abdulmuttalib levou consigo seu filho Hârith, foi à Ka’ba e começou a esperar, cheio de expectativa. A certa altura, como fora dito no sonho, o corvo de bico vermelho veio, pousou numa cova que ali havia e começou a bicar a terra. Debaixo dela apareceu um formigueiro. Abdulmuttalib e seu filho Hârith começaram imediatamente a cavar ali. Depois de cavarem um pouco, apareceu a boca do poço. Ao ver isso, Abdulmuttalib começou a proferir o takbîr: “Allahu akbar, Allahu akbar!”

Os coraixitas, que desde o início acompanhavam atentamente a escavação do poço, voltaram-se para ele e disseram: “Ó Abdulmuttalib! Este é o poço de nosso pai Ismâ’îl. Também nós temos direito a ele. Deves fazer-nos participar desta obra!” Abdulmuttalib, porém, opôs-se de imediato e respondeu: “Não! Esta obra é um dever concedido somente a mim.” Então os coraixitas disseram: “Estás sozinho. Além de um único filho, não tens ninguém. Assim não podes enfrentar-nos!”

O poço de Zamzam

O poço de Zamzam

ficava dentro da Masjid al-Harâm, em frente ao canto do Hajar al-Aswad. Tinha uma borda de pedra. Seu piso era revestido de mármore e inclinado em direção às paredes. Abdulhamid Khan I mandara construí-lo de modo que não vazasse água. Esta bela obra de arte, preciosa relíquia da história, foi demolida em 1963. A boca do poço e alguns metros ao seu redor foram rebaixados vários metros abaixo do solo. Depois, cobriram-na completamente e revestiram-na de mármore. Hoje este poço não é visível.

Sentiu então um aperto no coração, pois lhe lançavam em rosto que não tinha ninguém. Levantou as mãos ao céu e implorou: “Ó meu Senhor! Concede-me dez filhos. Se aceitares esta minha dua, sacrificarei um deles junto à Ka’ba.”15

Abdulmuttalib considerou que a escavação tomava um rumo perigoso e que, ao fim, poderiam ocorrer violentos confrontos. Por isso deixou de cavar e optou pelo caminho do acordo.

Quis que a questão fosse resolvida por um árbitro. Por fim, decidiram que um adivinho (kâhin) que vivia em Damasco encontraria uma solução para o caso. Puseram-se a caminho com um grupo de notáveis de Quraysh. No caminho, a caravana, extenuada pela sede e pelo calor, já não conseguia mover-se. Estavam prontos a dar a vida por uma gota d’água. Embora esse fosse o seu único desejo, encontrar água no meio do deserto escaldante era impossível.

Num momento em que todos haviam perdido a esperança, Abdulmuttalib gritou-lhes: “Vinde, vinde! Juntai-vos! Encontrei água que basta para vós e para os vossos animais!” Enquanto Abdulmuttalib, que trazia na testa o nûr abençoado de Muhammad alaihis-salâm, procurava água, a pata de seu camelo esbarrara numa grande pedra e, quando a pedra se deslocou, a água brotou debaixo dela. Todos vieram correndo.

Beberam até saciar a sede e foi como se voltassem à vida.

Envergonhados diante dessa grandeza de Abdulmuttalib, os coraixitas disseram: “Ó Abdulmuttalib! Já não temos nada a dizer-te. Tu és o mais digno de cavar o poço de Zamzam. Nunca mais discutiremos contigo sobre este assunto. Já não há necessidade de ir ao árbitro; voltamos.” E tomaram o caminho de Meca. Graças ao nûr que brilhava em sua testa, Abdulmuttalib alcançou a honra de cavar o poço de Zamzam e de fazer brotar a sua água.16

“Zamzam alimenta e é cura para o doente” Hadîth sharîf

O filho destinado ao sacrifício

Depois de cavar o poço de Zamzam, a fama e a glória de Abdulmuttalib cresceram ainda mais. Passaram-se os anos. Janâb-i Haqq aceitou a dua que brotara do fundo de seu coração e concedeu a Abdulmuttalib, além de Hârith, dez filhos e seis filhas. Os nomes desses filhos eram Qutham, Abû Lahab, Abdulka’ba, Hajl, Zubayr, Abû Tâlib, Abdullah, Ghaydâq, Dirâr e Muqawwim (Hamza e Abbâs ainda não haviam nascido). As filhas eram Safiyya, Âtika, Umm Hakîm Baydâ, Barra, Umayma e Arwâ. Dentre os filhos, Abdulmuttalib amava mais a Abdullah, pois o nûr que estivera em sua própria testa começara a brilhar na testa de Abdullah.

Um dia, em sonho, foi dito a Abdulmuttalib: “Ó Abdulmuttalib! Cumpre o teu voto!”

Pela manhã, Abdulmuttalib sacrificou um carneiro. À noite, em sonho, foi-lhe ordenado: “Sacrifica algo maior do que isso!” Pela manhã, sacrificou um boi. Quando em sonho lhe foi ordenado de novo sacrificar algo maior do que isso, perguntou: “O que há de maior do que isso?” Então lhe foi dito: “Fizeste o voto de sacrificar um de teus filhos se te fossem concedidos dez filhos. Cumpre o teu voto!”

No dia seguinte, Abdulmuttalib reuniu os filhos e contou-lhes a dua que fizera anos antes. Depois comunicou aos filhos que devia sacrificar um deles. Não encontrou neles nenhuma oposição. Pelo contrário, eles consentiram, dizendo: “Ó nosso pai! Cumpre o teu voto! És livre para fazer o que quiseres!” Abdulmuttalib tirou a sorte para determinar qual dos filhos seria sacrificado. A sorte caiu no filho que ele mais amava – Abdullah, que trazia na testa o nûr de Muhammad alaihis-salâm, o habîb de Allahu ta’âlâ. Abdulmuttalib cambaleou por um instante; seus olhos encheram-se de lágrimas. Tinha de cumprir a palavra dada a Allahu ta’âlâ. Tomando numa das mãos a faca e na outra Abdullah, o filho de suas entranhas, dirigiu-se à Ka’ba para cumprir a palavra dada a seu Senhor. O pai, com os olhos marejados, concluiu todos os preparativos para sacrificar Abdullah. Nesse momento, os notáveis de Quraysh acompanhavam o acontecimento com olhares cheios de espanto.

Dentre eles, o tio materno de Abdullah disse: “Ó Abdulmuttalib! Para! Nós de modo algum consentimos que degoles este teu filho. Se fizeres uma coisa dessas, isso se tornará costume entre os coraixitas. Todos farão o voto de sacrificar o filho e o degolarão. Não sejas tu a abrir caminho para tal coisa! Satisfaz o teu Senhor de outra maneira!” Depois propôs: “Consulta um adivinho, para que ele te mostre um caminho.”

Diante dessas palavras, Abdulmuttalib foi até um adivinho chamado Qutba (ou Sajâk), que vivia em Khaybar, e expôs-lhe a situação. O adivinho perguntou: “Entre a tua gente, quanto é o preço de sangue (diya) de uma pessoa?” Ao receber a resposta “Dez camelos”, disse: “Tira a sorte entre dez camelos e o teu filho. Se a sorte cair no teu filho, acrescenta mais dez camelos e continua assim, aumentando e tirando a sorte, até que ela caia nos camelos.”

Abdulmuttalib voltou imediatamente a Meca e fez como o adivinho dissera. Aumentando de dez em dez o número de camelos, tirou a sorte muitas vezes. A sorte caía sempre em Abdullah. Mas quando o número de camelos chegou a cem, a sorte caiu nos camelos. Para ter mais certeza, tirou a sorte ainda duas vezes. Nas duas, a sorte caiu nos camelos. Proferindo takbîrs – “Allahu akbar! Allahu akbar!” –, Abdulmuttalib sacrificou os camelos. Da carne, nem ele nem nenhum de seus filhos tomou coisa alguma. Distribuiu toda a carne entre os pobres.17

Desde os tempos de Âdam alaihis-salâm, houve também o episódio do sacrifício de Ismâ’îl alaihis-salâm. Como a linhagem de nosso Mestre, o Profeta, remonta a Ismâ’îl alaihis-salâm, ele disse: “Eu sou o filho de dois sacrifícios.”18

Seu pai, Abdullah

Quando nasceu Abdullah, que trazia na testa o nûr de nosso Profeta Muhammad alaihis-salâm, o Mestre dos dois mundos, a Gente do Livro espalhou entre si a notícia: “O pai do Profeta dos últimos tempos veio ao mundo em Meca.” Os Filhos de Israel tinham consigo uma túnica tecida de lã; ela pertencera a Yahyâ alaihis-salâm, que a vestia quando foi martirizado, e o seu sangue abençoado havia manchado essa túnica. Em seus livros estava escrito: “Quando este sangue se renovar e começar a gotejar, o pai do Profeta dos últimos tempos virá ao mundo.” Foi por esse sinal que a Gente do Livro compreendeu que Abdullah havia nascido. Embora, por inveja, tentassem muitas vezes matá-lo, Allahu ta’âlâ protegeu Abdullah pela bênção do nûr que trazia na testa.

Quando Abdullah atingiu a puberdade, distinguiu-se entre os homens tanto pelo belo caráter como pela formosura. Sobretudo quando completou dezoito anos, sua beleza tornou-se lendária. O nûr em sua testa brilhava como o sol, e o coração das moças que o viam, quisessem elas ou não, inclinava-se para ele. Sua beleza e sua fama espalharam-se até o Egito.

De perto e de longe, todos começaram a competir para lhe dar as filhas em casamento. Muitos soberanos vieram a Abdulmuttalib e propuseram que ele tomasse suas filhas para o filho. Declararam ainda que estavam dispostos a qualquer sacrifício por isso. Da mesma forma, cerca de duzentas moças vieram até Meca e manifestaram o desejo de casar-se com Abdullah. Mas Abdulmuttalib recusava cada uma delas com palavras adequadas.

Pois Abdulmuttalib procurava para o filho uma moça hanîf, isto é, muçulmana – a mais bem-educada, a mais ilustre e a mais bela –, fiel à religião dos antepassados, que eles seguiam desde Ibrâhîm alaihis-salâm.

Ao compreenderem que o Profeta dos últimos tempos anunciado em seus livros não seria de seu povo, os Filhos de Israel, por inveja, juraram matar Abdullah. Para isso enviaram a Meca setenta homens armados. Eles ficaram à espreita de uma oportunidade. Por fim, um dia em que Abdullah saíra para o campo, num momento em que julgavam que ninguém os via, desembainharam as espadas e lançaram-se sobre ele. Naquele dia, por sabedoria divina19, Wahb ibn Abdu Manâf, um dos parentes de Abdullah, também saíra para caçar com alguns companheiros. Exatamente naquele instante, eles viram os Filhos de Israel caindo sobre Abdullah. Movidos pelo zelo do parentesco, decidiram socorrer Abdullah. Mas os adversários eram muito numerosos. Era evidente que seriam derrotados naquele combate. Por fim, acharam melhor escolher o caminho da advertência. Quando se aproximavam deles, viram muitos cavaleiros que a ninguém deste mundo se assemelhavam, montados em cavalos negros e de espada em punho, surgirem do mundo invisível como um raio, lançarem-se sobre os Filhos de Israel ao som de takbîrs, passarem-nos todos a fio de espada e desaparecerem. Wahb ficou atônito diante do que vira, e compreendeu como Abdullah era protegido e quão precioso era ele junto de Allahu ta’âlâ.

Ao chegar em casa, contou o ocorrido à esposa. Ambos reconheceram que o jovem digno de sua filha era Abdullah e decidiram dar-lhe Âmina em casamento.

“Eu sou o filho de dois sacrifícios” Hadîth sharîf

Abdulmuttalib, por sua vez, ouvira falar da beleza, da castidade, do recato e da piedade de Âmina, filha de Wahb, o chefe da tribo dos Banû Zuhra. Também pela linhagem eram parentes: suas estirpes uniam-se algumas gerações acima. Foi à casa de Wahb para pedir essa moça para seu filho Abdullah. Quando Abdulmuttalib fez o pedido, Wahb disse: “Ó primo! Nós recebemos essa proposta antes de ti”, e contou o acontecimento que presenciara anteriormente. Depois acrescentou: “A mãe de Âmina teve um sonho. Segundo contou, um nûr entrou em nossa casa, e a sua claridade encheu a terra e os céus. Também eu vi esta noite, em sonho, o nosso antepassado Ibrâhîm alaihis-salâm. Ele me disse: ‘Eu mesmo celebrei o nikâh de Abdullah, filho de Abdulmuttalib, com tua filha Âmina. Aceita-o tu também!’ Desde esta manhã estou sob o efeito desse sonho. Perguntava-me quando eles viriam.” Ao ouvir essas palavras, dos lábios de Abdulmuttalib saíram as palavras: “Allahu akbar! Allahu akbar!”

Por fim, casou seu filho Abdullah, de dezoito anos, com Âmina, a filha de Wahb, de quatorze anos. Sobre o casamento de Âmina e Abdullah há também outras narrações.20

Seu nûr abençoado passa à sua mãe

Quando o nûr abençoado do Soberano do mundo (sallallahu alaihi wa sallam) passou à sua mãe, os lobos e as aves anunciaram uns aos outros a boa nova:

“Aproxima-se o tempo em que o Mestre do universo honrará o mundo; ele é o amîn21da terra, o sol da época.” Naquela noite, todos os ídolos da Ka’ba caíram de bruços. Os shaytâns ficaram impotentes e não conseguiram mais fazer o que faziam. Os anjos despedaçaram o trono de Iblîs e lançaram-no ao mar, e durante quarenta dias castigaram Iblîs e o atormentaram. Depois ele fugiu, subiu ao monte Abû Qubays e soltou um grito lancinante. Todos os seus exércitos, ao ouvirem esse grito de Iblîs, reuniram-se em torno dele. Ele lhes disse: “Ai de vós! Aproxima-se o nascimento de Muhammad alaihis-salâm. De agora em diante, Lât e Uzzâ não serão mais adorados. O nûr do tawhîd se espalhará por todo o mundo.” Naquela noite, todos os feiticeiros e adivinhos ficaram impotentes em seus ofícios. A adivinhação chegou ao fim. Seus feitiços perderam o efeito. Naquela noite, os habitantes da terra ouviram do céu uma voz: “Aproxima-se o tempo em que o Profeta dos últimos tempos virá com milhares de bens e dádivas.”

Naquele tempo havia seca em Makka al-Mukarrama. Fazia anos que não chovia. Não havia uma folha verde nas árvores; não se via sinal de colheita. As pessoas haviam caído em aflição e não sabiam o que fazer. Depois que o nûr abençoado de nosso amado Profeta passou de Abdullah a Âmina, choveu tanto e a colheita foi tão farta que aquele ano foi chamado “o ano da abundância”. Durante os nove meses em que o trazia no ventre, Âmina não sentiu nenhuma dor nem dificuldade.

Quando nossa mãe Âmina estava grávida de dois meses, seu marido Abdullah partira para Damasco a negócios. Na volta, adoeceu. Faleceu em Dâr an-Nâbigha, nos arredores de Medina, junto de seus tios maternos, os filhos de Najjâr, aos dezoito ou vinte e cinco anos.22 Quando essa notícia chegou a Meca, toda a cidade mergulhou na tristeza.23

“Quando Abdullah, o pai de nosso Mestre, o Profeta, faleceu antes de o filho nascer, os anjos disseram: ‘Ó nosso Senhor! O Teu Mensageiro ficou órfão’” Abdullah ibn Abbâs (radiyallahu anhumâ)

Abdullah ibn Abbâs (radiyallahu anhumâ), um dos Companheiros, relatou: “Quando Abdullah, o pai de nosso Mestre, o Profeta, faleceu antes de o filho nascer, os anjos disseram: ‘Ó nosso Senhor! O Teu Mensageiro ficou órfão.’ Allahu ta’âlâ disse: ‘Eu sou o seu protetor e o seu amparo.’”

Âmina Khâtûn afligiu-se muito com a morte do marido. Em um poema, assim lamentou o seu falecimento:

Em hora inesperada, a morte o levou,
E ele era tão generoso, tão compassivo.

O episódio do Elefante

O episódio do Elefante

Faltavam cerca de dois meses para o nascimento de Rasûl-i akram (sallallahu alaihi wa sallam). Foi nessa época que ocorreu o episódio do Elefante. Abraha, governador do Iêmen pelo reino da Abissínia, que queria impedir que as pessoas, afluindo de toda parte em multidões, visitassem a Ka’ba, mandou construir em San’â, com a ajuda do imperador bizantino, uma grande igreja chamada “Qullays”. Quis que as pessoas visitassem essa igreja. Mas os árabes, que desde tempos antigos visitavam a Ka’ba, não deram nenhuma importância à igreja que Abraha construíra. Olhavam-na com desprezo. Um deles chegou até a profaná-la.

Irritado com isso, Abraha decidiu demolir a Ka’ba; com esse propósito preparou um grande exército e marchou sobre Meca. Quando o exército de Abraha se aproximou de Meca, os soldados começaram a saquear os bens dos coraixitas e apoderaram-se também de duzentos camelos que pertenciam a Abdulmuttalib. Abdulmuttalib foi a Abraha e pediu de volta os seus camelos. Abraha disse: “Eu vim para demolir a vossa Ka’ba sagrada. Tu não queres defendê-la, e vens pedir os teus camelos?”

Abdulmuttalib disse: “Eu sou o dono dos camelos. A Ka’ba, sem dúvida, tem seu Dono. Ele a protegerá.” “Não há quem a proteja de mim!”, disse Abraha, e, devolvendo os camelos a Abdulmuttalib, despediu-o. Depois deu ao exército ordem de marchar em direção à Ka’ba. No exército de Abraha havia um elefante chamado “Mahmûda”, que era conduzido à frente das tropas, pois acreditavam que assim alcançariam a vitória. Nuqayl ibn Labîb, um dos guias de Abraha, inclinou-se ao ouvido do enorme elefante e disse: “Ó Mahmûda, a casa que vais demolir é a casa de Allahu ta’âlâ. Ajoelha-te já! Não avances! Senão perecerás!” Quando Abraha o dirigiu para a Ka’ba, o elefante ajoelhou-se no chão e não se moveu. Mas, quando o voltavam para o lado do Iêmen, logo saía correndo.

Assim, sobre o exército de Abraha, que se aproximara de Meca mas não tinha forças para atacá-la, Allahu ta’âlâ enviou um bando de pássaros chamados abâbîl, isto é, andorinhas das montanhas. Cada um desses pássaros carregava três pedras do tamanho de um grão-de-bico ou de uma lentilha: uma no bico e duas nas patas. Eles as lançaram sobre o exército de Abraha. As pedras atravessavam os soldados de alto a baixo, entrando pela cabeça. Todo soldado atingido por uma pedra morria na hora. Como se informa no versículo sagrado, o exército ficou como folhas de plantação devoradas. Ao ver isso, Abraha, apavorado, quis fugir. Mas não conseguiu. O verdadeiro alvo das pedras era ele, e elas também o atingiram. Enquanto fugia, sua carne ia caindo em pedaços, e assim morreu. Esse acontecimento é relatado na Sura al-Fîl do Alcorão al-Karîm, em sentido, assim: “(Ó Meu Rasûl!) Não viste como teu Senhor agiu com os donos do elefante (o exército de Abraha, equipado com elefantes, que queria destruir a Ka’ba)? Não fez Ele malograr a sua insídia (de demolir a Ka’ba al-Mu’azzama)? Enviou contra eles pássaros em bandos. Cada um desses pássaros lhes atirava pedras feitas de argila e cozidas no fogo. Por fim, Allahu ta’âlâ os aniquilou, deixando-os como folhas de plantação roídas pela traça. (Reduziu-os ao estado de folhas de plantação roídas e despedaçadas pelos vermes.)”24

“Eu sou o dono dos camelos. A Ka’ba, sem dúvida, tem seu Dono. Ele a protegerá” Shaybat al-Hamd

A Arábia e os centros culturais ao seu redor